domingo, 7 de outubro de 2012

Fotos do 3º Capitulo Eletivo 2012-10-06

Oração de Laudes
Explanação de André
A apresentação de sensibilização
O Conselho encerra seu mandato
Isabel (Delegada do Ministro Regional) e Frei Eugênio, OFM (Assistente Regional)
Escrutínio e uma saudável bocadeurna
Posse do Conselho 2012-2015
A palavra do Assistente Regional, Frei Eugenio
Presentes ao 3º Capítulo Eletivo
O novo Conselho com o Ministro cessante e o Assistente Regional

sábado, 6 de outubro de 2012

3º Capítulo Eletivo

Paz e bem!

No dia de hoje, 06 de outubro,
realizamos nosso 3º Capítulo Eletivo.

Na parte da manhã realizamos
uma prévia eleitoral
em que para os diversos encargos eletivos
foram indicados por votos irmãos professos
que a plenária considerava aptos aos serviços.
Em geral por este processo
foram listados 5 irmãos para cada tarefa.

Uma apresentação foi exposta
para sensibilizar a todos sobre
a importãncia do ato que estávamos realizando,
esta apresentação incluiu uma pequena entrevista
de Dona Iara, viúva do Adolfo
(que foi defato nosso 1º Ministro).

Após o almoço
(Frei Orestes mais uma vez caprichou na cozinha)
foi exibido um pequeno filme biográfico de São Francisco
e depois iniciamos formalmente o Capítulo Eletivo.

Isabel, de nosso Distrito, foi delegada
 pelo Ministro Regional para presidir o Capítulo
e Frei Eugênio, OFM também estava presente
na qualidade de Assistente Regional.

Graças aos trabalhos da manhã
com razoável agilidade elegemos o novo Conselho,
composto pelos seguintes serviços eleitos
conforme os Estatutos da OFS e decisão do Capítulo:
  • Ministra: Lorena
  • Viceministro: Hugo
  • Secretário: José Miguel
  • Vicessecretário: Cássio
  • Tesoureiro: Dinoé
  • Vicetesoureira: Gladis
  • Mestre de Formação: André
Também compõe o Conselho,
mas serviços preenchidos por indicação:
Comunicação (já indicado Eugenio), SEI, CODHJUPIC, Animação Fraterna JUFRA, Pastoral Vocacional. Além disto há indicações realizadas externamente à fraternidade: Frei Dorvalino, OFM indicado pelo Ministro Provincial OFM e assim que a JUFRA estiver constituida também os jovens tem garantida a participação no nosso conselho, conforme previsto no Estatuto da OFS.
O novo Conselho com o Ministro cessante e o Assistente Regional

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Eleições 2012

Paz e bem!

Em todo o Brasil (menos no Distrito Federal)
no iníco de outubro teremos eleições.

Em nossa fraternidade
vivemos um período eleitoral
tão importante qunato o citado acima:
nosso 3º Capítulo Eletivo
na véspera das eleições municipais
  • Dia 06 de Outubro, sábado
  • Iniciando às 8h30min
    • Manhã: trabalhos iniciais, configuração dos cargos, prévia etc.
    • Tarde: Capítulo (14h), Posse e Missa
  • Local: Igreja São Francisco de Assis, Porto Alegre
Pedimos que todos e todas rezem por nós,
para que o Espírito Santo nos ilumine
e que sejamos receptivos e dóceis à Ele.

sábado, 22 de setembro de 2012

Vem e segue-me, segundo São Francisco

Frei Dorvalino Fassini, OFM

Ninguém duvida que o “Vem e segue-me” (chamado, visita ou encontro) de Cristo sempre foi e é o único princípio, isto é, a experiência de uma iluminação que pega como que de surpresa, o toque que co-move qualquer vocacionado na busca de um novo sentido da vida. Clássico para nós é o chamado que Francisco experienciou no encontro com o Crucificado de São Damião. Se não houvesse chamado, encontro, etc. não haveria vocação e, muito menos, qualquer reviravolta, conversão ou seguimento. A questão, porém, é: como se compreende esse princípio, esse chamado?

Em Atos do Bem-aventurado Francisco e dos seus companheiros, cap. 4, encontramos uma compreensão um tanto inusitada e surpreendente, pelo menos para nós modernos ou atuais. O chamado vem assim expresso: Porque o nosso bem-aventurado pai Francisco, tanto ele como os seus, foram chamados por Deus, da cruz para a cruz. Como conseqüência temos: Por isso, ele e os seus demais bem-aventurados primeiros companheiros eram, com razão, vistos e de fato eram homens do Crucificado (1). E a seguir, o próprio texto trata de demonstrar como eles viviam o seguimento:
> Carregando a cruz no vestir-se e no comer e em todos os seus atos, etc. (2).
> Indo pelo mundo, peregrinos e forasteiros, nada levando consigo a não ser Cristo (3). 
> Bernardo, munindo-se da cruz de Cristo e unido à virtude da obediência se dirigiu a Bolonha, e ali, como verdadeiro discípulo de Cristo, sustentava insultos e perseguições dos habitantes de Bolonha; exercitava-se diariamente na aprendizagem da sustentação das contrariedades e, depois de constituída a fraternidade, ele se retirou para lugares e tarefas mais difíceis.

Assim, com esse modo de assentamento no chão de contrariedades, opróbrios e humilhações, os frades ocupam muitas localidades nos arredores, ou seja, evangelizavam.

Tentemos examinar esses itens brevemente, para ver a lógica do Seguimento franciscano. À primeira vista, todas essas situações e ações parecem ser apenas atos exagerados de uma penitência ou ascese de uma espiritualidade de perfeição e santificação subjetivo-personalista dos medievais, interessada no seu próprio “eu”, pouco ou nada tendo a ver com a realidade objetiva do bem comum e própria, chamada cristianismo ou franciscanismo.



Assim, o que está relatado em Atos do Bem-aventurado Francisco..., costumamos ler, sem maiores reflexões, como uma simples manifestação das virtudes e da santidade do sujeito ou indivíduo Bernardo. Bom para ele, mas não para nós, hoje. Em outras palavras: exercícios penitenciais e ascéticos da busca de um engrandecimento espiritual de si mesmo, bem diferente do princípio comunitário proposto por João Batista: É preciso que Ele cresça e que eu diminua.

Apesar disso, o texto parece insistir e destacar um modo de ser que é decisivo para a compreensão do espírito de São Francisco e de seus primeiros companheiros acerca do chamado franciscano. O ponto sobre o qual queremos nos concentrar é esse modo de ser, que não aparece explicitado na sua estruturação própria se apenas o classificarmos como ascese e penitência no sentido usual, nosso, moderno. 

Ora, partindo do próprio texto, o princípio soa muito límpida e claramente: o centro de nosso chamado é buscar, imitar, seguir Jesus Cristo crucificado e não a busca de virtudes, de uma moral, de uma espiritualidade, piedade, devoção, ascese ou penitência, na sua compreensão usual, isto é, como expressão de um engrandecimento ou a santificação da própria pessoa. Para um medieval, seguir Jesus Cristo para engrandecimento de si mesmo ou para exaltação de sua própria pessoa seria algo muito feio, vil e indigno da nobreza de um cavaleiro, dama ou qualquer homem, muito menos para um cristão. É como no casamento ou na amizade. Além de vergonhoso, casar com alguém ou ser amigo só para subir de status ou obter fortunas e vantagens pessoais estaria ofendendo gravemente não apenas seu cônjuge, seu amigo mas, também, a natureza do próprio amor, da amizade que é de serem gratuitos, generosos, sem o mínimo de interesse próprio. Assim, Bernardo não busca propriamente a paciência, humildade, penitência, pobreza, sacrifícios, enfim, para alcançar sua santidade ou grandeza espiritual. Todas essas "coisas espirituais" são apenas o exercício, corpo a corpo, da sua busca que é ser, i. é, já estar no embalo do chamado (da cruz) e tornar-se (vir-a-ser para a cruz) seguidor, portanto, identificar-se com Jesus Cristo Crucificado. Isso significa: para Bernardo, Francisco e seus primeiros companheiros, por mais valiosa que seja uma virtude, santidade ou o que quer que seja, se não tiver o carimbo, o signo, o cunho, a pregnância da Cruz, i. é, a busca da identificação com Jesus Cristo crucificado, com seu espírito e modo de ser, não tem valor. A exemplo dos fariseus, estaria apenas buscando a justificação e a exaltação de seu próprio eu, Pois, quem constitui o ser “espiritual” das "coisas espirituais", que costumamos enumerar corno pertencentes à santidade (rezar, vida fraterna, pobreza, obediência, castidade, etc. etc.), quem dá a seiva crística a tudo isso não é outro senão o vigor que vem do toque, da afeição e compaixão do próprio Crucificado. E é esse o significado do princípio, do fermento que impregna toda a massa da existência de Francisco, Bernardo e companheiros, expresso com a frase: Carregando a cruz no vestir e no comer e em todos os seus atos, desejavam mais os opróbrios de Cristo do que as vaidades do mundo e as lisonjas enganosas; por isso alegravam-se pelas injúrias e entristeciam-se pelas honras (1-2)

Assim, enquanto na espiritualidade dos últimos séculos segue-se Cristo para santificar-se, tornando-se como que um campeão ou herói do cristianismo, na espiritualidade de Francisco e Bernardo segue-se Cristo crucificado apenas por Ele mesmo, por causa Dele, a fim de que Ele seja conhecido e engrandecido nele (no seguidor), nos outros e no mundo. Enfim, numa linguagem evangélica: para que o Reino Dele seja conhecido e amado. Uma coisa é rezar para sermos bons ou santos e outra, bem diferente, procurar ser bom ou santo para rezar. Na primeira busca-se a si mesmo, fazendo uso até do que se tem de mais sagrado – o próprio Senhor, a oração – enquanto que na segunda o que se quer é tão somente seguir, imitar, converter-se no e para o Senhor. No primeiro caso o importante sou eu, enquanto que no segundo é Ele, o Senhor. Essa é a dinâmica da Cruz tão bem expressa nesse capítulo dos Atos do Bem-aventurdo... e no famoso capítulo dos Fioretti, a “Perfeita Alegria”.

Trata-se, enfim, de re-atualizar o princípio da própria Encarnação, segundo o qual Cristo “vendeu” sua santidade e até mesmo sua divindade para poder comungar de nosso frágil, inconstante e infiel amor. Ele, a exemplo do grão de trigo se “perde” (Jo 12,24) ou “faz-se pecado” (2Cor 5,21), tão somente para ganhar-nos; se diminui para que possamos nós sermos engrandecidos com a glória de filhos de Deus. Sua perda, porém é seu ganho, sua maldição sua glória. Eis, enfim, o por quê Francisco, Bernardo e seus Companheiros se sentiam chamados por Deus, da cruz e  para a cruz.

Em louvor de Cristo. Amém!

sábado, 25 de agosto de 2012

Franciscano e franciscanos

Frei Dorvalino Fassini, OFM

O movimento sugerido pelo Papa João XXIII e confirmado pelo Vaticano II está nos revelando, cada vez mais, que nós franciscanos constituímos uma única e mesma Ordem, seguimos uma única e mesma Regra e vivemos uma única e mesma Vida: a Ordem, a Regra e a Vida da ardente Paixão de nosso Senhor Jesus Cristo, vivida e testemunhada pelos Apóstolos, re-aparecida ou ressuscitada em Francisco, re-vivida e testemunhada por ele e por inúmeros de seus companheiros, séculos afora[1].
O vigor desse mistério ou Paixão é de tal efervescência, disposição e fecundidade que explodiu e se multiplicou desde cedo em milhares e milhares de pessoas que olhavam, procuravam e seguiam Francisco não apenas de forma individual ou particular, mas também comunitariamente em pequenas e, às vezes, em grandes grupos ou comunidades. Essa multiplicação pode ser comparada à Igreja nascente do primeiro século cristão. Em poucos anos o mistério do mesmo Cristo crucificado, vivo e ressuscitado, multiplicava-se e difundia-se por quase todas as partes do mundo. Os fiéis, nascidos e vivificados pela seiva da única e mesma Boa Nova, eram todos “cristãos”, mas nem todos de igual forma. Uns eram de Éfeso e formavam a Igreja de Éfeso, outros de Roma e formavam a Igreja de Roma, de Jerusalém, Corinto, Tessalônica, etc.; uns procediam do paganismo e outros do judaísmo. Todos, pois, são cristãos, mas nem todos do mesmo jeito. Assim, também, acontece com nossa Ordem. Todos somos franciscanos, mas nem todos do mesmo jeito. Por isso, todos os capuchinhos são franciscanos, mas nem todos os franciscanos são capuchinhos, vice e versa, etc. 
Assim também aconteceu com o Carisma originário de Francisco que, aos poucos, passou a chamar-se “franciscano”. “Franciscano” é, pois, a raiz, o comum de todos quantos se sentem atingidos pelo mesmo mistério da Paixão de Cristo que atingiu Francisco. Mas, o atingimento e a resposta não são iguais em ou para todos. Cada um procura recebê-la e concretizá-la a seu modo. É o fenômeno da multiplicação que outros, indevidamente, chamam de divisão. Por isso, desde logo nasceram as três Ordens, cada qual com uma denominação diferenciada e própria: Ordem dos Frades Menores, Ordem das Irmãs Pobres e Ordem Terceira. E, dentro de cada uma dessas três Ordens, com o decorrer dos anos e séculos, o processo continua florescendo e se multiplicando, com o consequente surgimento de muitas outras ramificações. Na ou da OFM surgiram os menores, os conventuais e os capuchinhos. Na ou da Ordem de santa Clara, surgiram as Coletinas, as Capuchinhas, as Concepcionistas, as Urbanistas, e outras. Na ou da Ordem Terceira, finalmente, nasceram e continuam nascendo dezenas e mais dezenas de Congregações e Institutos religiosos, conglomerados na então denominada Terceira Ordem Regular de são Francisco (TOR).
Todos e todas, porém, denominam-se “franciscanos/as”. Por isso, assim como o cristão de Roma não pode ser igual ao cristão de Éfeso, ou o gaúcho ao catarinense, o mesmo acontece conosco. Nenhum conventual ou capuchinho, nenhum franciscano secular ou regular gostaria de chamar-se de “menor”, e vice-versa, nenhum “menor”, gostaria de ser chamado de conventual ou capuchinho, etc. 
Por isso, não há nenhuma razão que justifique o neologismo “francisclariano”, inventado para designar todos os franciscanos. As únicas que podem usar com justiça e propriedade esse nome seriam as clarissas. Quando um outro franciscano recorre a este termo para se auto-definir está renunciando e negando o vigor próprio de sua origem e de sua espiritualidade, o brilho de sua identidade, conduzindo-se, necessariamente, a um lento, mas irremediável processo de vagueza, enfraquecimento e diluição do específico de seu espírito, carisma, vocação e missão[2].
O importante em tudo isso é não sucumbir à tentação de reduzir o mistério, a obra, a “coisa” de Deus à subjetividade das pessoas, sejam indivíduos ou grupos. Em outras palavras, cuidar para que o Carisma franciscano não vire “coisa” de um Francisco, de uma Clara, de um Egídio e, no fim, de cada um de nós, seus seguidores. Neste caso, estaríamos prendendo e reduzindo à mera fragilidade dos limites da subjetividade das pessoas, dos fatos, das ocorrências passageiras e do biológico o que não se pode subjetivar ou prender: a floração do mistério, do amor, da Paixão de Deus que não se limita a nenhuma pessoa, a nenhum tempo, lugar ou gênero, mas a tudo e a todos, fazendo surgir um novo Céu e uma nova Terra. Pode-se parafrasear, aqui, o pensamento de Oscar Wilde acerca da arte[3]: O Franciscanismo, ou o Carisma franciscano, não pode jamais ser submetido ao sujeito Francisco e a nenhum outro sujeito. Pois, neste caso, não seria mais carisma, graça do Senhor. Seria apenas biografia, mera narrativa de fatos e ocorrências, através da qual a realidade, isto é o real, que costumamos chamar de “franciscano”, foge e escapa.


 Notas:

[1] Portanto, em vez de se falar em “Família Franciscana do Brasil” dever-se-ia falar em “Ordem Franciscana do Brasil”.

[2] Tudo o que se diz aqui, das pessoas, isto é, dos franciscanos, vale também das assim chamadas Fontes Franciscanas. Não existem Fontes “francisclarianas”. O que existe são Fontes Franciscanas que se desdobram em Fontes ou Escritos de São Francisco, de Santa Clara, de Frei Egídio, de São Boaventura, de Santo Antônio, etc. Assim, ao se dizer “Fontes Franciscanas” está-se pensando e incluindo todas. Por isso, se disser uma, não estarei, necessariamente, incluindo as demais. Se disser “Fontes fancisclarianas” estarei falando apenas dos Escritos de São Francisco e de Santa Clara. Não estarão, necessariamente, incluídos, por exemplo, os Escritos de Frei Egídio, de Junípero, Tomás de Celano, São Boaventura, etc. Mas, ao contrário, se disser Fontes Franciscanas incluo todos os escritos que de uma ou outra forma estão sob a inspiração originária desse Carisma que moveu Francisco, Clara e seus primeiros companheiros.
[3] Oscar Wilde expressa assim seu pensamento: A arte não pode ser submetida ao seu sujeito. Nesse caso não é mais arte e sim biografia e a biografia é a rede pela qual a realidade escapa (Oscar Wilde).

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Nosso 6º aniversário

Licença Creative Commons
O trabalho Nosso 6º aniversário [fotografias] de Eugenio Hansen, OFS foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - SemDerivados 3.0 Brasil.
Podem estar disponíveis autorizações adicionais ao âmbito desta licença em http://ofsporciuncula.blogspot.com.br/2012/08/nosso-6-aniversario.html.

Paz e bem!

Ontem, 02 ago.,
comemoramos o 6º aniversário
da ereção canônica
de nossa Fraternidade de N. Sª dos Anjos da Porciúncula.

Para comomorar
realizamos um tŕiduo
e missa festiva de nossa padroeira
com a celebração do Perdão de Assis.

Abaixo vejam algumas fotos:

TVFranciscanos: Stª Maria dos Anjos - Perdão de Assis