quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Por que o Natal?

Frei Dorvalino Fassini, OFM
Próximos de mais um Natal começam as correrias... os esquecimentos... Vem ano vai ano, vem Natal e vai Natal uma questão não deveríamos, porém, jamais esquecer: O que significa o Nascimento do Menino Deus? Por que Deus quis fazer-se homem? Sim, é preciso parar e, de novo, de joelhos, contemplar sua aparência frágil de menino e perguntar-nos acerca de sua causa ou razão?

Quem fez isso com muita devoção e comoção foi São Francisco, chegando a inventar e representar, pela primeira vez na história, o “Presépio vivo”. Por isso, ele e toda aquela primeira geração de frades e irmãs, descobriram o segredo desse mistério: a paixão. Deus, o nosso Deus é um apaixonado pelo nosso humano, principalmente pelo humano sofrido, fragilizado, decaído, abandonado, humilhado, desprezado e pecador. Sim, só um apaixonado pode entrar numa aventura dessas e fazer o que Ele fez: vir a nós nessa fragilidade toda de menino nascido à beira do caminho, percorrer o caminho da vida pública sem mesmo ter uma pedra para reclinar a cabeça, morrer numa cruz e continuar sendo Deus-conosco na Igreja santa e pecadora, no pão eucarístico e em toda e qualquer criatura humana.

Por isso, Francisco chorava a Paixão do seu Senhor e fez dela a Paixão, o sentido maior de toda a sua vida. Vem-nos, então a pergunta: e nós, a quem realmente amamos e dedicamos nossa afeição e paixão maior?


segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Santinho Santa Isabel da Hungria

Paz e bem!

Um santinho que produzimos
e que está pronto para imprimir (frente e verso),
cortar e dobrar:

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Retiro 1º dez. 2012


Natal princípio de um homem novo

e de uma nova criação


Data: 1º de Dezembro, Sábado
Horário: 8h até 18h
Local: Igreja São Francisco de Assis
           R. Domingos Crescência esq. Rua São Luís
           Porto Alegre - RS
Informações: (51) 3223-3244
Orientação: Frei Dorvalino Fassini, OFM


Promoção: Fraternidade Franciscana Secular N. Sª dos Anjos da Porciúncula

domingo, 28 de outubro de 2012

Porciúncula

Por Frei Pedro da Silva



a) Dados históricos
  • Trata-se de uma pequeníssima capela dedicada a Santa Maria dos Anjos. Muito antiga; o exame de sua arquitetura comprova que foi edificada antes do século X.
  • As fontes franciscanas chamam-na de “Santa Maria da Porciúncula”. Suas dimensões são muito reduzidas: 4m x 7m.
  • Sobre ela se ergue a majestosa Basílica de Santa Maria dos anjos, que acolhe os peregrinos.
b)  Acontecimentos
  • A pequenina capela foi reconstruída por Francisco em 1207 ou 1208,
    assim como havia compreendido na voz do crucificado de São Damião.
  • A igrejinha está associada aos principais acontecimentos da Fraternidade em sua origem:
  • Foi ali que São Francisco acolheu os primeiros irmãos e ali moraram os primeiros frades.
  • A Porciúncula  é o “berço da Ordem”. Ali teve origem as três ordens fundadas por São Francisco: I Ordem – dos Frades; II Ordem –  das Irmãs Clarissas; III Ordem – para pessoas Leigas.
  • Santuário da Missão. Dali partiu os primeiros frades para além dos limites de Assis.
  • Desde o começo foi ao redor da Porciúncula é que se realizavam os Capítulos, isto é, os “encontros dos irmãos”.
  • Ali na tardezinha do dia 03 de outubro de 1226 terminou o curso de sua vida. Bem próximo está a Capela do Trânsito, levantada sobre o lugar da cel-enfermaria na qual morreu Francisco.
c) Significado
  • Porciúncula é o berço da Ordem Franciscana. A recordação desse lugar realça a importância e a necessidade da volta às origens do ideal de Francisco e de sua intuição evangélica: simplicidade, perfeita alegria, pobreza, trabalho, oração, fraternidade.
  • A pequenina igreja nos lembra que precisamos ser também uma ‘porciúncula’, habitação de Deus. Francisco entendeu que Maria foi esta primeira ‘igreja’ de Deus no mundo, recebendo o Verbo da vida. Por isso a denominava com muitos títulos na sua oração Saudação à Mãe de Deus. Ela é a Virgem feita Igreja.
  • Santa Maria dos Anjos, a Porciúncula, evoca o valor indispensável da Fraternidade, elemento essencial da vocação franciscana. Desde que o Senhor concedeu irmãos a Francisco, eles passaram a viver junto à igrejinha dedicada à Mãe do Senhor.
Extraído de http://www.franciscanos.org.br/?salafranciscana=26666 acesso em 28 out. 2012. 

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

A vida de São Francisco / Sabatier. Ed. Centro Franciscano de Espiritualidade

Um dos trabalhos que está sendo promovido pelo Centro [Franciscano de Espiritualidade] é uma edição especial da "Vida de São Francisco" escrita pelo pioneiro Paul Sabatier.
É verdade que já existe uma publicação dessa biografia em português, mas nós queremos fazer uma obra de estudos. Por isso:
Colocamos a biografia integral (inclusive com um capítulo acrescentado posteriormente pelo próprio Autor).
Colocamos todas as notas de rodapé feitas pelo Autor.
Editamos integralmente, em português, a apresentação das Fontes Franciscanas feita por Paul Sabatier.
O Estudo que pretendemos fazer visa apresentar:
  • Os pontos em que pesquisadores posteriores corrigiram o trabalho do Autor.
  • As novidades no estudo das Fontes Franciscanas e Clarianas.
  • Pontos da obra de Sabatier que são passíveis de discussão ou precisam ser enriquecidos com novas explicações.
  • Já temos alguns colaboradores que vão nos ajudar. Mas aceitamos outras pessoas que queiram ajudar.
Download do livro completo

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Criada a Fraternidade Monte Alverne da JUFRA

Neste último final de semana de 12 á 14 de outubro 14 jovens da JUFRA estiveram reunidos realizando a FBJ (Formação Básica da JUFRA). Esta formação aconteceu entre as fraternidades Utopia de Santa Maria e Monte Alverne de Porto Alegre. Ao longo do final de semana foram refletidos e estudados vários temas que envolvem a caminhada e o carisma da Juventude Franciscana.

Na tarde do dia 14 de outubro ocorreu a 1ª assembléia da fraternidade Monte Alverne da JUFRA. Nesta assembléia também ocorreu a oficialização da fraternidade, que se reúne desde março, no 1º e 3º domingo de cada mês na Paróquia São Francisco. Estiveram presente os Jufristas de Santa Maria e a Ministra Lorena Julia da Fraternidade da OFS N. Sª dos Anjos da Porciúncula.

Extraído de:

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

João XXIII, nosso Irmão José

Frei Dorvalino Fassini, OFM

 Talvez poucos recordam que entre as grandes prerrogativas desse Papa está o fato de ser franciscano. Quando ainda jovem estava se formando, no Seminário de Bérgamo, sob a orientação de seu diretor espiritual, professou a Regra de São Francisco aos 23 de Maio de 1897, recebendo, então, o nome de Irmão José. Por isso, depois, quando Papa se fez presente num Congresso internacional da Ordem Franciscana Secular, as primeiras palavras que pronunciou não foram “Eu sou o vosso Papa”, mas: Eu sou José, vosso Irmão.

João XXIII era franciscano acima de tudo de alma, de espírito. Por isso, podiam se ver em seu rosto o brilho da bondade dos inocentes, a perfeita alegria dos pobres e crucificados de que fala Cristo no Evangelho das bem-aventuranças, a fé e a confiança dos pequeninos, a fraternidade universal, acompanhada de um profundo sentimento de compaixão para com todos os homens, principalmente para com as crianças e os doentes, como se pode ver neste trecho do famoso Discorso alla luna, proferido no dia 11 de Outubro, na Praça São Pedro, logo após ter procedido a abertura do Concílio Ecumênico:

Poderíamos dizer que até mesmo a Lua está com pressa esta noite... Observem-na, lá no alto, está a olhar para este espetáculo (o Concílio) [...]. A minha pessoa nada vale: é um irmão que fala para vocês, um irmão que virou pai por vontade de Nosso Senhor. Vamos continuar a nos querer bem uns aos outros [...]. Voltando para casa, encontrarão as crianças. Deem a elas um carinho [(ou uma carícia)] e digam: "Este é o carinho do Papa”. Talvez as encontreis com alguma lágrima por enxugar. Tende uma palavra de consolo para aqueles que sofrem. Saibam os aflitos que o Papa está com os seus filhos, sobretudo nas horas de tristeza e de amargura. E depois, todos juntos vamos amar-nos uns aos outros, [...] sempre cheios de confiança em Cristo que nos ajuda e nos escuta [...]. Adeus, filhinhos. À bênção junto o desejo de uma boa noite" (internet: Discorso alla luna).